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Mudanças climáticas podem explicar extinção de abelhas, diz estudo

Estudo comparou variações na temperatura com a concentração do inseto na Europa e América do Norte. E mostrou que os números andam lado a lado.

(Alvesgaspar/Creative Commons/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0))

 

Que as abelhas estão cada vez mais próximas da extinção, não é novidade. Os insetos, famosos por serem os principais polinizadores de flores e diversos tipos de plantações, estão sumindo de regiões em que antes era comum encontrá-los. E uma nova pesquisa publicada na revista científica Science mostra que as mudanças climáticas podem ser o principal vilão dessa história. 

No estudo, os cientistas compararam o aumento dos termômetros com a concentração de 66 espécies de abelhas na Europa e América do Norte. Eles concluíram que, em regiões que ficaram mais quentes com o passar dos anos ou sofreram mudanças extremas de temperatura, as abelhas estavam em menor número.

O impacto maior parece estar na América do Norte: as chances de observar abelhas por lá diminuíram pela metade quando comparadas a anos anteriores a 1974. Em Ontário, no Canadá, por exemplo, era comum encontrar abelhas enferrujadas (Bombus affinis) pelos parques. Hoje, não sobrou uma para contar história. Apesar do impacto na Europa ser menor, ele também surpreende. A concentração de abelhas do velho continente, segundo estimativas, diminuiu 17% desde o início do século 20.

Há algumas ideias do por quê as abelhas estão sumindo. Acredita-se que esses insetos estão sendo obrigados a tolerar temperaturas a qual não eram submetidos antes. Ou sejam, não estão adaptados. Então, estão realmente morrendo ou migrando para locais mais amenos. 

 

Fonte: Superinteressante

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